Você está no emprego certo? Descubra com 9 perguntas.

Você está no emprego certo? Descubra com 9 perguntas.

 

“Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”

Confúcio

 

Imagine que é um domingo à noite. Se estiver lendo isto num domingo, melhor ainda. Olhe para dentro de si por 1 minuto… como você se sente que “amanhã é segunda”?

 

Está se sentindo revigorado e pronto para mais uma semana de trabalho? Ou triste porque o fim de semana “passou voando”? Quem sabe desanimado ou, pior, com vontade de inventar uma desculpa para não ter que ir trabalhar no dia seguinte?

 

É respondendo a questões como essas que vai saber se o seu atual trabalho é o emprego certo para você. Por isso, preparei 10 perguntas. Vamos a elas:

 

  1. Pense nos seus colegas e parceiros de trabalho… o que você sente?

 

Você sorri quando pensa neles? Tem histórias para contar que gosta de lembrar? São pessoas com quem pode contar? Gostaria de levar essas pessoas para a vida toda?

 

Veja bem, passamos no mínimo oito horas por dia no local de trabalho com pessoas diferentes da nossa família. A companhia delas tem que ser prazerosa para você, no mínimo respeitosa. Melhor ainda se gostar da companhia delas fora do ambiente de trabalho.

 

Não é clichê, é muito sério isso. Estar todo dia num ambiente cercado de pessoas que de alguma forma não te complementam profissionalmente (ou não pode contar) não te deixará seguro. Quando temos parceiros que incentivam nossa participação e nos respeitam, começamos a sentir que estamos no emprego certo.

 

  1. Você está alinhado com a cultura da empresa? Sente que esses valores também são seus valores?

 

Isso não é bobagem. Não importa onde trabalhe, se os valores do lugar são diferentes dos seus, sua performance, sua produtividade e comprometimento terão mais dificuldades de alcançar ou ultrapassar seu potencial. O trabalho ideal tem que combinar os valores da empresa com os seus. Por exemplo: se você gosta de informalidade no ambiente de trabalho, poderá não se sentir bem em uma empresa toda formal e burocrática.

 

Sua satisfação pessoal será muito maior trabalhando num ambiente onde você concorda com a maior parte da visão do lugar, pois sua motivação vai estar alinhada e, assim, terá menos conflitos internos (ou seja, NÃO vai gerar insatisfação).

 

  1. Como é o seu relacionamento com o gestor?

 

Todo mundo gosta de trabalhar com pessoas agradáveis no ambiente de trabalho. Por que com o seu gestor seria diferente? Ele mesmo sendo competente, pode por algum motivo te incomodar.

Ele é extrovertido ou formal? Tudo é uma questão de empatia.

 

São muitas horas do seu dia dedicando-se ao seu trabalho. Nada mais saudável do que passar essas horas com alguém que não vai te pôr para baixo.

 

  1. Você sente-se reconhecido?

 

Como ia dizendo, passamos muitas horas realizando nossas atividades e é frustrante dedicar-se com afinco todos os dias e não ser reconhecido pelos resultados obtidos.

 

Cada pessoa lida com isso de uma maneira diferente e você precisa saber como isto te afeta. Em sua grande maioria as pessoas tem necessidade de serem reconhecidas, pois o reconhecimento as alimenta e as faz se dedicar e se entregar ainda mais.

 

Alguém que quer ter seu valor reconhecido mas acha que a empresa nunca o percebe, só vai encontrar frustração e, automaticamente, não terá motivação para o trabalho. Mas cuidado entre o ACHAR que não é reconhecido (por esperar algo especial) e o não ser realmente. Se este último for o caso, dificilmente é o emprego certo para você.

 

  1. Seu trabalho atual está alinhado ao seu plano de carreira?

 

Se você tem um plano de carreira bem traçado, visando o avanço dos seus conhecimentos e o desenvolvimento das suas habilidades, então deve ter um guia próprio de quais passos tomar na sua trajetória profissional para atingir os objetivos que deseja.

 

O trabalho ideal tem que agregar competências, habilidades e conhecimentos úteis para você atingir os seus objetivos. A empresa oferece a você essa oportunidade, tanto de aprendizado como de crescimento?

 

Digo isso porque ninguém gosta de sentir-se estagnado na vida, achando que não importa o que faça não “vai levar a lugar algum”. E sendo assim vamos a próxima pergunta…

 

  1. Você experimenta algo novo todas as semanas?

 

Se você busca crescimento e aprendizado naquilo que faz, precisa sentir-se desafiado. A busca por desafios o fará trazer resultados cada vez melhores e, para isso, a empresa tem que confiar em você.

 

Quando a empresa tem uma cultura de desenvolvimento, ela dá oportunidades aos seus profissionais. Veja como uma troca: ela confia em você, te desafia, faz você sair da zona de conforto e você traz melhores resultados.

 

Resultado da troca? A empresa cresce, como você também profissionalmente.

 

  1. Como é sua vida fora do ambiente do trabalho?

 

Se você acha que não tem nada a ver, não se engane. Você é um só e é muito importante ter equilíbrio. Você pode amar o que você faz, mas tem que ter tempo para sua família, seus amigos, seus hobbies, enfim… sua vida “fora do escritório”.

 

Pense na sua jornada de trabalho, nas horas gastas com trânsito, se precisa sempre fazer “horas extras” ou se leva responsabilidades para casa. Entram em contato com você querendo que resolva algo sempre que está longe da empresa? Precisa interromper a brincadeira com os filhos para resolver problemas do trabalho?

 

Tudo depende, é claro, do quanto você está disposto abrir mão. Muitas vezes a dedicação ao extremo afetará o que você dá tanto valor, sua produtividade e afastar outras coisas importantes da vida de você.

 

Lembre-se que ser produtivo é saber aproveitar as horas investidas com o seu trabalho, não gastar muitas horas trabalhando. Por isso tome cuidado, o emprego certo é aquele que te deixa viver sua vida com equilíbrio.

 

8- Você considera que sua remuneração é justa?

 

Ahhh essa pergunta… muito cuidado antes de respondê-la. Todo mundo gostaria de “ganhar mais”! Analise com cuidado.

 

Ser remunerado de “forma justa” tem que combinar com o seu cargo e função, como também tem que alcançar o peso das suas responsabilidades. Normalmente cargos e salários tem um valor médio de mercado que você pode conhecer através de pesquisas feitas por algumas empresas, como Robert Ralf, Hays ou até mesmo a Catho.

 

As responsabilidades que você tem necessitam de conhecimentos e habilidades que “só você” tem ou “todo mundo” têm? Somos reconhecidos por nossa raridade e isso é importante lembrar:  “quanto mais raro o que faço, mais valor passo a ter”.

 

Se no final você ainda achar que não recebe de “forma justa”, analise o valor que sua função traz para o seu currículo. O trabalho ideal é aquele te aproxima sempre mais dos seus objetivos.

 

9 – O mais importante: você gosta do que faz?

 

Respondendo com sinceridade, você saberá explicar a origem da sua sensação que perguntei na abertura do texto sobre o domingo à noite. Se gosta do que faz a ponto de até esquecer que passou da hora de “ir pra casa”, provavelmente está no emprego certo para você.

 

Por outro lado, se o que você faz não lhe traz prazer algum, poderia estar bem desanimado naquele domingo ou pior, se odeia o que faz, estaria pensando numa desculpa para não ir trabalhar na segunda.

 

Eu entendo, infelizmente muitos não têm a oportunidade de iniciar sua vida profissional num trabalho que tenham paixão. Por isso é bom fazer um planejamento cuidadoso da sua carreira:  cada degrau um passo para o seu sonho.

 

Por isso, não desanime. Não desista, persista! Para construir sonhos, precisamos mudar a realidade a nossa volta e isso começa dentro da gente.

 

Com Carinho,

Ingrid.

 

P.S.: Eu acabei de te perguntar se você gosta do que faz. Se a resposta foi não e quer saber o PORQUÊ disso e COMO melhorar, descubra “Por que fazemos o que fazemos?” 😉

 

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